Há fases na vida que nos perdemos, outras que nós achamos que nos achamos, mas agora, me sinto em busca. Em busca do que nem imagino o que seja, mas que não tenho o objetivo de encontrar, pois tenho certeza que o melhor caminho é o do percurso. Quando sentir que cheguei lá, imagino-me no fundo de um buraco com flores gentis e salgadas lágrimas fertilizando toda a terra que cobrirá meu rosto, deixando-me cega.
Mas ainda assim, gosto de pensar em assuntos bobos, que talvez não me levem a lugar algum, mas me fazem sonhar, imaginar, recordar, rir, buscar em mim vontades e desejos com ardentes vontades de serem cumpridos, mas não se realizam por questões morais, porém agora, não sei se me importo.
Vontades e pensamentos, de efêmeros a duradouros corroem a minha carne e agitam meus neorônios. E me veem dúvidas... frases começando com "por que" me vem à mente e também não quero a resposta para nenhuma. O que me faz lembrar o porquê da minha busca, que não sei se é por mim mesma ou pelos momentos que imagino querer viver.
Estranho não parecer dona da minha vida, estranho não se parecer comigo mesma, é isso que me pertuba e me constrói : não ser eu e ao mesmo tempo, ser parte de mim.
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